A deputada federal Carla Zambelli, do PL de São Paulo, renunciou ao mandato neste domingo (14/12). Com a renúncia, a expectativa é que o suplente, Adilson Barroso, também do PL, assuma o cargo ainda nesta segunda-feira (15/12). A presidência da Câmara dos Deputados publicou, no domingo (14/12), nota informando a convocação imediata do suplente.
A renúncia de Zambelli veio dois dias após o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmar a cassação imediata do mandato da parlamentar. Zambelli foi condenada pelo STF a dez anos de prisão por invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ela está presa na Itália e aguarda o processo de extradição.
Em carta divulgada por seus advogados, Zambelli afirmou que a renúncia não representa rendição, mas uma escolha para demonstrar, segundo ela, que a vontade de um poder se sobrepôs à vontade popular. A ex-deputada também declarou que não há provas para a cassação e que está com a consciência tranquila.
Na Itália, o pedido de extradição feito pelo governo brasileiro deve ser julgado na próxima quinta-feira, dia 18. O ministro Alexandre de Moraes informou à justiça italiana que, em caso de extradição, Zambelli deverá ficar presa na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.
Ainda sobre cassações, o plenário da Câmara deve decidir nesta quarta-feira (17/12) sobre os mandatos de Alexandre Ramagem e de Eduardo Bolsonaro. Ramagem está nos Estados Unidos e foi condenado pelo STF no processo relacionado à tentativa de golpe de estado. No caso de Eduardo Bolsonaro, que também está nos Estados Unidos, a presidência da Câmara notificou o parlamentar na última terça-feira (9/12) sobre a possibilidade de perda do mandato por faltas e concedeu prazo de cinco dias úteis para manifestação por escrito. Ele é réu no STF por coação no curso do processo.
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