O Brasil zerou os registros de transmissão vertical de HIV, como é chamada a transmissão do vírus da mãe para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação.
Os avanços são resultado do aumento de testes e da oferta de tratamentos mais modernos no Sistema Único de Saúde.
O educador social Sabin Milla, de 28 anos, foi infectado por HIV no parto. Graças à terapia antirretroviral, sobreviveu ao vírus e tem uma vida saudável.
"O tempo foi passando e a gente foi entendendo que a ciência e a medicina avançaram. Avançaram a ponto de dizer que, independente de ter nascido ou se infectado, a gente viveria tanto quanto qualquer outra pessoa ou até mais, porque a gente passa a fazer exames regularmente, coisa que a maioria da população não faz."
Com a interrupção da transmissão vertical, o Brasil passa a atender a dois critérios estipulados pela Organização Mundial da Saúde: taxa de transmissão abaixo de 2% e incidência menor que 0,5 caso por mil nascidos vivos.
O boletim epidemiológico do Ministério da Saúde também mostra que o Brasil atingiu mais de 95% de cobertura em pré-natal, testagem para HIV e oferta de tratamento às grávidas que vivem com o vírus.
O número de mortes por Aids no país caiu 12,8%, passando de 10,5 mil, em 2023, para cerca de 9 mil no ano passado. Além disso, a taxa de mortalidade foi a menor já registrada, com 3,4 óbitos a cada 100 mil habitantes.
O Brasil já teve uma estratégia de prevenção centrada na distribuição de preservativos e atualmente também conta com a profilaxia pré e pós-exposição, a PrEP e a PEP. Os medicamentos reduzem o risco de infecção antes e depois do contato com o vírus.
Desde 2023, o número de usuários da profilaxia cresceu mais de 150%. Hoje, mais de 140 mil pessoas utilizam PrEP diariamente.
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