A médica Flávia Gurgel priorizou a juventude para concluir a sonhada especialização em cardiologia pediátrica. Na vida pessoal, a maternidade foi um plano que veio depois de conseguir atuar na área desejada.
Como a Flávia, muitas brasileiras também deixaram para mais tarde o sonho da maternidade. A proporção de mães entre 20 e 24 anos caiu de 51,7% para 34,6% entre 2004 e 2024.
Flávia também faz parte de outro grupo que cresceu: pela primeira vez, o de divórcios com guarda compartilhada. Esse modelo foi proporcionalmente maior do que as separações em que a guarda fica só com a mulher.
Entre 2023 e 2024, o número de divórcios caiu 2,8%. Por outro lado, os casamentos civis aumentaram 0,9%. Destaque para as celebrações entre pessoas do mesmo sexo, com um novo recorde: alta de 8,8%.
Apesar do aumento dos casamentos, o número de nascimentos está no sexto ano consecutivo de queda. Em 2024, foram registrados 2,38 milhões de bebês, uma redução de 5,8% em relação a 2023.
O país teve, no ano passado, 1,5 milhão de óbitos, número 4,6% maior que o registrado em 2023. Quase 7% dessas mortes foram por causas não naturais, como homicídios, suicídios, acidentes de trânsito, afogamentos, quedas acidentais e outros motivos. Homens jovens e adolescentes, entre 15 e 29 anos, morrem quase oito vezes mais de causas não naturais do que mulheres da mesma faixa etária.
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