A Corte Interamericana de Direitos Humanos condenou novamente o Brasil por graves violações cometidas durante a ditadura militar, entre 1964 e 1985. Essa notificação foi publicada no último dia 12 de dezembro. Os casos analisados foram os de Denise Crispim e de Eduardo Leite.
Denise Crispim foi presa em 1970. Ela estava grávida de seis meses. Foi presa no Rio e trazida para o DOI-Codi. Eduardo Leite, conhecido como Bacuri, e companheiro de Denise, foi preso com ela, torturado e morto.
Na época, o atestado de óbito informava que ele teria sido morto em confronto contra agentes policiais. Só em outubro deste ano, esse atestado de óbito foi reconhecido como falso, e passou a constar que ele foi morto por agentes do Estado. Isso aconteceu depois de a família contestar porque ela recebeu o corpo e o corpo apresentava vários sinais de tortura.
Essa decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos também determinou que o Brasil faça atos públicos reconhecendo que essas ações foram cometidas durante a ditadura militar, que indenize a família de Denise e das vítimas e que também faça uma investigação criteriosa sobre o que aconteceu com Eduardo Leite, que era militante da Ação Libertadora Nacional (ALN), além da tortura sofrida por Denise Crispim.
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