O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve avaliar, nas próximas horas, a decisão da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) que optou por soltar o presidente da Casa, Rodrigo Bacellar, do União Brasil.
Em sessão que terminou no fim da tarde dessa segunda-feira (8), os deputados fluminenses aprovaram, por ampla maioria, a revogação da prisão. Foram 42 votos favoráveis e 21 contrários e duas abstenções dos 65 parlamentares presentes.
A decisão foi publicada nesta terça-feira (9) no Diário Oficial do Estado e será encaminhada ao Supremo. A oposição protestou e denunciou que isso significa o avanço do crime organizado.
Rodrigo Bacellar foi preso por determinação do ministro Alexandre de Moraes há uma semana, quando prestava depoimento à Polícia Federal no âmbito da Operação Unha e Carne. No carro dele, a polícia encontrou R$ 90 mil.
A Operação Unha e Carne investiga o vazamento de informações sigilosas de outra operação, a Zargun, realizada em setembro. Segundo a PF, Bacellar agiu para frustrar o cumprimento de mandados judiciais contra o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o "TH Joias", apontado como comprador de armas para a facção criminosa Comando Vermelho. Ele foi orientado por Bacellar a retirar objetos de casa para ocultar provas e a trocar de celular antes da ação policial.
Em um vídeo, TH conversa por telefone com alguém que chama de "presida" e diz que não tem como levar embora toda a carne congelada.
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