O rendimento domiciliar médio dos brasileiros passou de R$ 2 mil, no ano passado, segundo uma análise das condições de vida da população, divulgada, nesta quarta-feira (3), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O número de pessoas ocupadas bateu recorde histórico, chegando a quase 60%. Também aumentou a proporção de idosos que ficam mais tempo trabalhando. Apesar de números positivos, algumas desigualdades históricas persistem.
Os indicadores sociais mostram como mudaram as condições de vida do brasileiro entre 2012 e 2024. No ano passado, o Brasil chegou ao maior rendimento domiciliar per capita: R$ 2017 por mês. O país também atingiu o maior nível de ocupação da série histórica, com 58,6% da população em idade ativa trabalhando. O avanço ajudou a reduzir a desocupação e a subutilização da força de trabalho.
Apesar do bom resultado, desigualdades ainda existem. Mulheres tem nível de ocupação cerca de 20 pontos percentuais menor que o dos homens. Pretos e pardos também ganham menos, mesmo quando têm o mesmo nível de escolaridade.
Outro destaque é o aumento da informalidade entre os trabalhadores mais velhos. Mais da metade dos idosos ocupados, 55,7%, trabalha sem carteira assinada ou contribuição previdenciária. Na faixa etária de 60 a 69 anos, 48% dos homens estavam ocupados. O percentual foi de 26,2% entre as mulheres.
Com a melhora dos índices relativos a mercado de trabalho e renda, a pobreza também reduziu para 23%, assim como a pobreza extrema, que caiu para 3,5% - os menores patamares desde 2012. A desigualdade social também reduziu para o menor índice dos últimos 10 anos, com impacto decisivo de programas sociais.
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