Os livros de história registram que os portugueses chegaram ao Brasil em 22 de abril de 1500, em Porto Seguro, na Bahia. Essa é a história que conhecemos. Mas, agora, uma nova hipótese foi levantada: teriam eles chegado no Rio Grande do Norte?
Que o Nordeste foi porta de entrada para a colonização europeia no país, a história tradicional nos conta. Mas os detalhes dessa chegada, agora ganham uma nova possibilidade.
A publicação do artigo pela Universidade de Cambridge destaca os físicos pesquisadores Carlos Chesman, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e Cláudio Furtado, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), que trabalham com uma hipótese extraída de um antigo documento.
Os pontos defendidos na pesquisa são da carta do escrivão Pero Vaz de Caminha e se trata de uma extensa comparação entre os dados do documento histórico e a natureza potiguar.
A força dos ventos e da própria rotação terrestre, somadas à corrente do Atlântico, relevo local e dimensões de extensão da praia, descritos na carta, que é considerada um dos primeiros registros históricos do país, são alguns dos elementos que nortearam os estudos.
Já haviam debates sobre a hipótese do território norte-rio-grandense como local de chegada dos navegantes vindos de Portugal. Agora, com o artigo dos dois pesquisadores, a efervescência da discussão deve chegar até historiadores e desenvolver essa que pode vir a ser uma perspectiva de grande mudança nos livros escolares e na história do Brasil como conhecemos.
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