O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, foi libertado nesta terça-feira (9/12) à noite da Superintendência da Polícia Federal. Ele estava preso desde a semana passada por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusado de vazar informações sigilosas de uma operação da PF.
Alexandre de Moraes acatou a decisão da Assembleia Legislativa do Rio pela soltura de Bacellar, que passa a responder em liberdade provisória. O ministro também determinou o afastamento dele do cargo de presidente da Alerj até a conclusão das investigações sobre o vazamento.
Segundo a Polícia Federal, Bacellar teria repassado informações sigilosas ao então deputado Diego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, que acabou preso por envolvimento com o crime organizado. Em uma ligação, Bacellar teria pedido que ele se desfizesse de provas que poderiam comprometê-lo nas investigações.
Além do afastamento do cargo de presidente, o deputado deverá usar tornozeleira eletrônica, instalada antes da saída da prisão. Ele também terá de se recolher ao domicílio de segunda a sexta-feira, entre 19h e 6h, e permanecer em casa em tempo integral nos fins de semana, feriados e dias de folga. Está autorizado a participar de votações no período noturno na Alerj, desde que comunique o Supremo Tribunal Federal em até 24 horas. Bacellar também está proibido de se comunicar com outros investigados, deverá entregar os passaportes e perdeu o porte de armas.
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