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Brasil e mais cinco países publicam carta condenando ataque dos EUA

Repórter Brasil Tarde

No AR em 05/01/2026 - 12:45

Os governos do Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha publicaram uma carta conjunta rechaçando o ataque dos Estados Unidos à Venezuela. O documento foi divulgado durante reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).

Pelas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que atacar países em flagrante violação do direito internacional é o primeiro passo para um mundo de caos, instabilidade e violência. Ele também pediu que a comunidade internacional responda de forma rigorosa ao episódio.

No sábado (3/1), o presidente comandou uma reunião emergencial com ministérios para debater os próximos passos do Brasil em relação ao país vizinho. A Venezuela faz fronteira com os estados do Amazonas e de Roraima. A secretária-geral das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, afirmou que não há informações de brasileiros moradores de cidades venezuelanas que tenham se ferido durante os ataques. O ministro da Defesa, José Múcio, disse que a região de fronteira está tranquila, monitorada e aberta. A Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal emitiu nota afirmando que o enfrentamento ao narcotráfico não autoriza a banalização do uso da força contra um país soberano.

A reunião emergencial da Celac para discutir a situação na Venezuela terminou sem consenso, e as nações não apresentaram um posicionamento comum do bloco. O encontro extraordinária dos 33 países ocorreu por videoconferência e a portas fechadas. Cerca de duas horas de diálogo não foram suficientes para um acordo.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, reforçou em discurso a importância da defesa da soberania. Já o chanceler venezuelano, Yván Gil, afirmou em fala transmitida pela TV estatal que o ataque afeta toda a região. Segundo ele, não se trata apenas de um ataque à Venezuela, mas à América Latina, alertando que hoje foi a Venezuela e amanhã pode ser qualquer outro país que decida exercer sua soberania. Ele cobrou que os membros da Celac condenassem a ação dos Estados Unidos.

Diante da dificuldade de consenso, Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha divulgaram uma carta separada, na qual rechaçaram as ações militares executadas unilateralmente no território venezuelano. De acordo com o grupo, os ataques contrariam princípios fundamentais do direito internacional, em especial a proibição do uso e da ameaça do uso da força, além do respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados. O documento alerta que essas ações constituem um precedente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional baseada em normas, além de colocarem em risco a população civil.

O grupo reiterou que a situação na Venezuela deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, por meio do diálogo, da negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano em todas as suas expressões, sem ingerências externas e em conformidade com o direito internacional. O texto afirma ainda que apenas um processo político inclusivo, liderado pelos próprios venezuelanos, pode conduzir a uma solução democrática, sustentável e respeitosa da dignidade humana.

*Restrição de uso: Este conteúdo apresenta imagens de terceiros, impedindo sua publicação ou exibição em outras plataformas digitais ou canais de televisão que não sejam de propriedade da TV Brasil.
 

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Criado em 05/01/2026 - 14:40

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