Começa a valer neste dia 1º de janeiro a tarifa extra de 55% imposta pela China para a importação de carne bovina que exceder a cota estipulada pelo país asiático. Brasil, Austrália e Estados Unidos devem ser afetados pela taxação. Segundo o governo chinês, o objetivo da medida é proteger os produtores internos. A tarifa deve vigorar por três anos.
A China é o principal destino da carne bovina brasileira. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), 48% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil tem como destino o país asiático. Somente em 2025 foram enviadas 1,7 milhão de toneladas do produto, cerca de 600 mil toneladas acima da cota estabelecida para 2026.
Em 2026, a cota de exportação brasileira será de 1,1 milhão de toneladas. O volume que ultrapassar esse limite sofrerá taxação adicional de 55%, além dos 12% já aplicados sobre toda a carne que entra no país.
Por isso, tanto a Abiec quanto a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), afirmam que o setor terá de fazer ajustes nos fluxos de produção e exportação. As entidades ressaltam, no entanto, que 70% da carne bovina produzida no Brasil é destinada ao consumo interno.
O governo brasileiro afirmou que atuará de forma bilateral junto ao governo chinês e também na Organização Mundial do Comércio (OMC) para defender os interesses de trabalhadores e produtores do setor, e reiterou que o Brasil não pratica comércio desleal.
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