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Cidade Alta de Vitória pode se tornar Patrimônio Histórico Nacional

Repórter Brasil Tarde

No AR em 20/01/2026 - 12:45

Uma região de Vitória, no Espírito Santo, conhecida como Cidade Alta, pode se tornar Patrimônio Histórico Nacional. Prédios administrativos, construções barrocas, ruas de pedra e uma catedral estão prestes a serem tombados.

Imagine o quanto de história essas edificações foram testemunhas, hein? Fachadas que nos fazem viajar no tempo. E esse é só um dos pontos que dá à Cidade Alta a oportunidade de se tornar Patrimônio Histórico Nacional. 

“Aqui o conceito é de tombamento do conjunto, e não de cada imóvel individualmente. Então, hoje, nós temos, por exemplo, o Palácio Anchieta e a Catedral, que são tombados pelo estado. A gente tem alguns imóveis tombados pelo município e tem imóveis tombados pelo Iphan, como é o caso da Igreja de Santa Luzia e da própria sede do Iphan, que fica atrás da Catedral, que são sobrados do século XVIII”, explica a arquiteta Viviane Pimentel. 

Outra questão levada em consideração tem relação com a história da capital. A Cidade Alta teve ocupação com características de vilas portuguesas. “A nossa primeira vila foi em Vila Velha, que era muito próxima de mar aberto e numa área plana do continente. Então, a própria transferência da sede da capitania de uma área plana de continente para uma área interna, nesse canal protegido e numa ilha que tem uma altura em relação ao nível do mar, já demonstra essa ocupação muito característica das vilas portuguesas na época”, destaca Viviane. 

Também faz parte do projeto a delimitação de cinco setores ao redor da Cidade Alta, são as chamadas áreas de vizinhança. Uma delas é a região do Parque Moscoso. Essas cinco áreas contam com um grande valor histórico e também cultural.

“Então, nós vamos ter o setor do Parque Moscoso, o setor da área portuária, da Avenida Jerônimo Monteiro, da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e da Igreja do Carmo. Esses setores terão também uma legislação de proteção, a partir da leitura da sua importância na composição do que é a nossa cidade, efetivamente”, pontua a arquiteta 

O processo de transformação do Centro Histórico em patrimônio nacional começou lá em 2017. Mas ganhou força entre 2023 e 2024.  “Creio que o reconhecimento como patrimônio nacional, ele traz benefícios muito grandes para o turismo da cidade e para o planejamento urbano da cidade, o que ajuda, em muitos casos, até mesmo o trabalho da prefeitura e do estado, na hora de propor obras, na hora de propor projetos para essa área. Então, são abertos financiamentos e fontes de recursos que um bem, quando não é tombado em nível nacional, acaba não tendo condições de acessar sem essa proteção pelo Iphan”,  afirma Yuri Batalha, chefe da divisão técnica do Iphan-ES. 

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Criado em 20/01/2026 - 15:50

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