Com a instabilidade no cenário internacional provocada pelas ações do presidente Donald Trump, o dólar tem se desvalorizado, enquanto investidores migram para mercados emergentes, como o Brasil. Na terça-feira (28), a Bolsa brasileira bateu recorde de 182 mil pontos, e o dólar fechou em queda, cotado a R$ 5,20.
Nesse contexto, o ouro é considerado um porto seguro para quem quer proteger o patrimônio em tempos de instabilidade. Com as medidas do presidente dos Estados Unidos no cenário global, como a intervenção na Venezuela, tensões com a Europa na disputa pela Groenlândia e a guerra comercial com a China, o cenário à frente parece nebuloso. Em tempos como esse, de incerteza máxima, não é de se estranhar que o ouro atinja também o maior valor da história.
O ouro iniciou 2024 valendo em torno de US$ 2.000 dólares por onça e terminou acima de US$ 2.600 dólares. Em 2025, o metal se valorizou fortemente, chegando perto dos US$ 4.400 dólares no fim do ano. Em 2026, o ouro já atingiu níveis ainda mais altos, acima de US$ 5.000 dólares por onça.
Entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano, o Banco Central do Brasil diminuiu as reservas de dólar em 12% e aumentou as de ouro em 33%.
Além do ouro, mercados emergentes como o Brasil têm se tornado destinos atrativos para investidores. Segundo economistas, as altas taxas de juros brasileiras impulsionam esse movimento. Com isso, o índice que mede o desempenho da Bolsa brasileira, a B3, em São Paulo, tem superado sucessivos recordes.
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