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Conselho de Segurança da ONU teme mais instabilidade na Venezuela

Repórter Brasil Tarde

No AR em 06/01/2026 - 12:45

Membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas expressaram preocupação com uma possível intensificação das instabilidades na Venezuela, em reunião do órgão realizada nessa segunda-feira (5/1). Já o representante norte-americano rejeitou as acusações quase unânimes de agressão contra o país latino-americano.

O embaixador Michael Waltz disse aos conselheiros que os Estados Unidos realizaram uma operação cirúrgica de aplicação da lei contra dois fugitivos indiciados pela justiça norte-americana, referindo-se a Nicolás Maduro e à esposa dele, Cília Flores. “Não há guerra contra a Venezuela ou seu povo”, afirmou, acrescentando que os Estados Unidos não permitirão que o hemisfério ocidental seja usado como base de operações para adversários da nação americana.

A Colômbia, que solicitou a reunião, condenou a operação como uma clara violação da soberania, da independência política e da integridade territorial da Venezuela. “Não há qualquer justificativa, sob quaisquer circunstâncias, para o uso unilateral da força para cometer um ato de agressão”, disse a embaixadora Leonor Zalabata Torres.

A Rússia acusou Washington de sequestrar Maduro e exigiu sua libertação imediata. O embaixador Vasily Nebenzya afirmou que os Estados Unidos cometeram crimes que violam o direito internacional. “Não há e não pode haver justificativa para os crimes cinicamente perpetrados pelos Estados Unidos contra Caracas”, declarou.

O vice-embaixador da China na ONU, Sun Lei, disse que o país ficou profundamente chocado com o que descreveu como comportamento agressivo dos Estados Unidos. Ele apelou para que seja garantida a segurança pessoal do presidente Maduro e de sua esposa e para que ambos sejam libertados imediatamente.

Em uma declaração lida pela chefe de assuntos políticos da ONU, Rosemary DiCarlo, o secretário-geral António Guterres manifestou preocupação com o aumento da instabilidade na Venezuela após a captura de Maduro. “Estou profundamente preocupado com a possível intensificação da instabilidade no país, o impacto potencial na região e o precedente que isso pode estabelecer sobre como as relações entre os Estados são conduzidas”, afirmou. Guterres conclamou todos os atores venezuelanos a se engajarem em um diálogo inclusivo e democrático, ressaltando que está pronto para apoiar esforços destinados a ajudar Caracas a encontrar um caminho pacífico para o futuro.

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Criado em 06/01/2026 - 14:20

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