Os homens negros são a maioria das vítimas do trabalho análogo à escravidão no Brasil. É o que mostra balanço das ações de combate ao trabalho escravo contemporâneo, realizadas no ano passado pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Construção civil, agricultura, mineração, trabalho doméstico... o trabalho escravo contemporâneo está presente em várias atividades econômicas. No ano passado, foram resgatadas quase 2,8 mil pessoas nessa situação em todo o país.
Sete de cada dez dessas pessoas estavam em áreas urbanas e o maior alvo desse tipo de exploração são homens negros, com baixo acesso à educação. Apenas uma em cada quatro pessoas resgatadas concluíram o ensino médio e 8% eram analfabetas. Praticamente nove em cada dez dessas pessoas são negras ou indígenas, segundo o Ministério do Trabalho, que faz essas ações de resgate.
O trabalho escravo contemporâneo é fortemente ligado à pobreza e o aumento do número de resgates está ligado ao aperfeiçoamento das estratégias de fiscalização.
Em 2025, foram realizadas 1.549 ações fiscais de combate ao trabalho escravo contemporâneo, que resgataram 2.772 trabalhadores e garantiram o pagamento às vítimas de R$ 9 milhões em verbas rescisórias.
Os estados com mais trabalhadores resgatados foram Mato Grosso, Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Paraíba. 65% dos resgatados são residentes na Região Nordeste e 41% são naturais da região.
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