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Projeto Mulembá mantém a cultura do congo viva no Espírito Santo 

Repórter Brasil Tarde

No AR em 22/01/2026 - 12:45

Mulembá é o nome de uma grande figueira e símbolo de realeza e sabedoria em Angola. Um altar espiritual representando raiz e identidade. A mulembá é muito mais do que uma árvore, é o monumento vivo que carrega a história e a alma de Angola. “A gente senta debaixo novamente do mulembá, né, trazendo essa oficina que é de resgate ancestral para mostrar para esses jovens: ‘oh, mano, é isso aqui, foi tirado de você, cara, então a gente precisa resgatar e trazer de volta’”, conta João Ifakorede, idealizador do projeto. 

Por esses motivos que o João resolveu dar esse nome ao projeto, desenvolvido na região da Grande São Pedro, em Vitória, com o objetivo de aproximar a juventude da tradição do congo.

A iniciativa une ancestralidade, formação sociocultural e valorização da cultura afro-indígena brasileira, com foco na infância e juventude. “É importante justamente para manter essa ancestralidade viva, né? Esses tambores vieram da África, por exemplo, então eles estão aqui até hoje justamente para ela estar viva nessa história. Então é muito importante a vivência desses jovens na memória afetiva, de participar das canções, dos toques e depois serem incluídos nas bandas, né? Essa é a ideia também do projeto, né?”, destaca o professor Ailton Paiva. 

Para muitos desses jovens, tudo no Mulembá foi novidade. O Ruan Pires mesmo nunca tinha ouvido falar em bandas de congo e nem tinha tido contato com esses instrumentos; veio participar dessa oficina por influência dos amigos. O Luiz Otávio já conhecia a cultura e até já se apresentou com a banda de congo Juventudes de São Pedro. Apesar de o projeto ser focado em crianças e adolescentes, a oficina foi aberta a todos e atraiu dona Maria de Souza Pereira, que chegou com o objetivo de participar de uma banda.

 

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Criado em 22/01/2026 - 16:10

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