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Reportagem Especial: petróleo é central para a história da Venezuela

Repórter Brasil Tarde

No AR em 05/01/2026 - 12:45

O Repórter Brasil Tarde preparou uma reportagem especial sobre a história da Venezuela, país que teve Simón Bolívar como libertador do domínio colonial espanhol, e que a partir do século XX foi marcado por governos autoritários e pela força econômica do petróleo.

Em meio à crise que se instaurou no país com a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, a vice-presidente, Delcy Rodriguez, declarou: "Jamais seremos escravos. Somos filhos e filhas de Bolívar." Segundo ela, ninguém vai violar o legado histórico de Simón Bolívar nem o direito da Venezuela à soberania. Considerado um dos maiores heróis da América do Sul, Simón Bolivar nasce em Caracas, em 1783, em uma família aristocrática, estuda em Madri e se torna o principal líder da independência no continente contra o domínio colonial espanhol. Em seguida ele se dedica a criar uma grande nação unificada: a Grã Colômbia que durou onze anos (1819 - 1830) e teve sua dissolução em 1830.

No século XX, a Venezuela, que até então tinha uma economia de base agrária, descobre o petróleo. Esse é um ponto de virada na história do país, que tem hoje as maiores reservas de petróleo do mundo. Em 1908 com um golpe de Estado sobe ao poder Juan Vicente Gómez, que comandou a Venezuela por quase 30 anos. O político abriu caminho para as empresas petroleiras estrangeiras - principalmente americanas - explorarem petróleo no país com baixa taxação. Depois, vários governos que tentaram acabar com a exploração estrangeira de petróleo foram derrubados, um após o outro.

Em 1948, o general Marcos Pérez Jimenez assume o comando do país com um novo golpe militar, que teve uma agenda de transformação econômica. Jimenez ficou dez anos no poder e no final da década de 1950, os partidos venezuelanos assinam um protocolo chamado Acordo de Punto Fijo que tinha como objetivo a abertura democrática. O modelo começou a ser destruído com a queda do valor do barril do petróleo na segunda metade da década de 80.

Para tentar equilibrar as contas, o presidente Carlos Andrés Pérez seguiu um programa de política econômica ortodoxo proposto pelo FMI. As medidas provocaram o aumento do preço da gasolina e das tarifas dos transportes públicos no país e, consequentemente, descontentamento popular. Em meio a um cenário de pobreza, desemprego e alta da inflação, as camadas mais pobres da população tomaram as ruas provocando quebra-quebra no episódio que ficou conhecido como Caracaço.

Em 1992 um nome que marcaria a política venezuelana, Hugo Chávez, liderou uma tentativa fracassada de golpe para derrubar Carlos Andrés Perez do poder. Chávez passou dois anos na prisão e em 1998, o militar concorreu às eleições e venceu com 56% dos votos. Na presidência Chavez aprovou uma nova Constituição que ampliou os poderes presidenciais e implementou uma série de mudanças na Venezuela.

Deixou o poder em 2013, quando morreu de câncer e o seu vice-presidente, Nicolás Maduro, assumiu o cargo. Motorista de ônibus e líder sindical, foi deputado e ministro de relações exteriores de Hugo Chávez. Herdeiro político do chavismo, Maduro ficou 12 anos no poder. Foram três mandatos presidenciais marcados pela repressão a opositores.

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Criado em 05/01/2026 - 15:00

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