No Irã, passa de 540 o número de mortos nos protestos contra o governo. E o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar intervir no país caso manifestantes continuem sendo mortos. Segundo Donald Trump, as Forças Armadas americanas estão considerando “opções muito fortes” em relação ao Irã. O líder norte-americano afirmou que autoridades iranianas o teriam procurado para negociar, mas ressaltou que talvez os Estados Unidos tenham que agir antes de uma reunião.
A agência de notícias de ativistas de direitos humanos, sediada nos Estados Unidos, disse ter verificado a morte de quase 500 manifestantes e 48 membros das forças de segurança no Irã, mas acredita-se que o número de mortos seja significativamente maior. A internet e as linhas telefônicas foram cortadas no país. A revolta foi desencadeada no fim de dezembro devido à forte desvalorização da moeda iraniana e evolui para manifestações mais gerais contra o líder supremo do país, ayatollah Ali Khamenei.
O regime iraniano, por sua vez, acusa Israel e os Estados Unidos de fomentar a instabilidade. E o presidente do Parlamento iraniano afirmou que, caso os Estados Unidos ataquem o Irã, centros militares e de transporte marítimo israelenses e americanos na região se tornariam alvos legítimos. As manifestações recentes já são consideradas as maiores no Irã desde as que ocorreram após a morte da jovem Mahsa Amini, em 2022, presa, acusada de violar as rígidas normas de vestuário para mulheres no país.
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