A Câmara dos Deputados da Argentina começa a discutir nesta quinta-feira (19) o projeto de reforma trabalhista enviado pelo governo de Javier Milei ao Congresso. Nas ruas, sindicatos convocaram uma greve geral e manifestações são esperadas para tentar barrar o projeto.
Sindicatos de diversos setores convocaram uma greve geral de 24 horas para protestar contra a reforma trabalhista proposta pelo governo de Javier Milei. Participam da paralisação trabalhadores de transportes, servidores públicos e funcionários do comércio. Com isso, desde a meia-noite não há circulação de trens, metrôs e voos. A maioria dos taxistas também aderiu à paralisação, assim como bancários, trabalhadores do turismo, gastronomia, caminhoneiros e profissionais da saúde.
A companhia aérea Aerolíneas Argentinas informou o cancelamento de mais de 250 voos, o que deve afetar mais 30 mil passageiros. Além da greve geral, também é esperada uma onda de protestos nos próximos dias.
Em resposta, o governo Milei determinou que a imprensa siga medidas de segurança, e advertiu para situações de risco nas manifestações. Na semana passada, milhares de pessoas protestaram nas imediações do Congresso quando o projeto foi aprovado no Senado. As manifestações terminaram em confrontos com a polícia e cerca de 30 detidos.
Entre as medidas da reforma da legislação trabalhista defendida pelo governo, estão a flexibilização das regras de contratação, a possibilidade de alteração do sistema de férias e a flexibilização da jornada de trabalho, com ampliação de oito para até 12 horas diárias. Ela também facilita demissões e impõe restrições a greves em setores considerados essenciais. Os sindicatos argumentam que a lei enfraquecerá direitos históricos dos trabalhadores.
A greve geral contra a reforma trabalhista na Argentina causou o cancelamento de pelo menos 14 voos entre São Paulo e a Argentina. Já no Rio de Janeiro, 31 voos, entre chegadas e partidas, foram cancelados.
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