Nos Estados Unidos, promotores federais divulgaram imagens de câmeras corporais no caso de uma professora de Chicago que sobreviveu após ser baleada várias vezes por um agente da patrulha de fronteira, durante uma operação de imigração.
O caso aconteceu em outubro do ano passado, mas as gravações foram divulgadas somente agora. O material faz parte do processo que investiga o caso e coloca em dúvida a versão apresentada pelo governo de Donald Trump, que afirma que a professora Marimar Martinez, uma cidadã americana, avançou com o carro contra os agentes, que então teriam agido em legítima defesa.
A gravação, no entanto, coloca em xeque essa versão. No vídeo, um dos policiais afirma: “Diga alguma coisa, vadia”. Em seguida, um outro avisa que eles estavam sendo cercados e afirma: “Está na hora de ficar agressivo”. Momentos depois, um dos agentes diz que eles foram atingidos. Os policiais então saem do carro e tiros são ouvidos.
A professora chegou a ser denunciada por obstruir um agente federal. As acusações, no entanto, foram retiradas em novembro. Ainda assim, o Departamento de Segurança Interna manteve uma publicação em que classifica a mulher como terrorista doméstica. Mensagens de texto sobre o caso também foram divulgadas pela promotoria. Em uma delas, um dos policiais afirma ter disparado cinco vezes contra a mulher, que, segundo ele, ficou com sete buracos. Os documentos também incluem um e-mail em que Gregory Bovino, então comandante responsável por operações em Los Angeles, Chicago e Minneapolis, agradece ao policial pelo excelente serviço e sugere que ele adie a aposentadoria.
A professora afirmou que pediu a divulgação das imagens após as mortes de dois manifestantes baleados por agentes federais de imigração em Minneapolis, no mês passado.
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