Nesta semana, a China recomendou que os bancos privados do país reduzam a compra de títulos do Tesouro dos Estados Unidos. A medida, que já vem acontecendo nos últimos tempos, deve ter impacto em toda a economia do mundo, já que o país asiático é o maior detentor de papéis dos Estados Unidos. Um dos efeitos foi na bolsa brasileira, que bateu recordes esta semana, chegando próximo dos 190 mil pontos.
Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos são vistos, no campo da economia, como um dos principais portos seguros do mundo. Governos e grandes investidores passaram a comprar títulos da dívida pública americana, os chamados treasuries.
Nos últimos anos, no entanto, esse cenário começou a mudar. Tensões comerciais, disputas geopolíticas e o aumento da incerteza global têm levado países a reavaliar suas reservas internacionais. Um dos movimentos mais significativos vem da China. O país, que já deteve cerca de US$ 1,3 trilhão em títulos do Tesouro americano, reduziu essa posição ao longo da última década para patamares próximos da metade.
Essa redistribuição do capital global tem alguns efeitos importantes. Entre eles, a busca por diversificação, com maior interesse em ativos como o ouro e em mercados fora dos Estados Unidos.
Os investidores também passaram a procurar taxas de juros mais elevadas e oportunidades em países emergentes, como o Brasil. Esse fluxo ajuda a explicar parte do bom momento da bolsa brasileira, a B3, aqui em São Paulo.
No período de um ano, o Ibovespa, índice que reúne as principais ações negociadas no país, saltou de 125 mil para cerca de 189 mil pontos. Uma valorização de 51%.
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