A CPMI que investiga descontos ilegais em benefícios de aposentados do INSS retomou os trabalhos nesta quinta-feira (5/2). Parlamentares da oposição cobraram a apuração de irregularidades envolvendo o Banco Master. O presidente da comissão, senador Carlos Viana, do Podemos de Minas Gerais, afirmou que o foco seguirá sendo os descontos irregulares em benefícios e empréstimos consignados de aposentados ligados ao Banco Master, e que eventuais investigações sobre fatos que não envolvam o INSS devem ser conduzidas por outra CPMI.
Hoje os parlamentares da CPMI do INSS ouviram o atual presidente do Instituto, Gilberto Waller Júnior, que assumiu o cargo em abril do ano passado. Ele afirmou que o governo já devolveu quase R$ 3 bilhões aos prejudicados pelo esquema de fraudes em um período de oito meses. Segundo Waller Júnior, o INSS bloqueou todos os descontos ilegais nos benefícios, incluindo empréstimos consignados, e informou que o acordo de cooperação técnica com o Banco Master não foi renovado.
Mais cedo, a comissão votou requerimentos. Havia expectativa de aprovação da quebra de sigilo do Banco Master, mas o tema foi retirado da pauta e ficou para outra oportunidade. Também foi retirado da pauta o pedido de informações à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) sobre o histórico de voos e passageiros de aeronaves de empresas ligadas a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Membros da comissão estimam que mais de 250 mil empréstimos consignados feitos por aposentados e pensionistas junto ao Banco Master tenham ocorrido de forma irregular. Daniel Vorcaro deve prestar depoimento no próximo dia 26 de fevereiro.
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