A Justiça italiana analisa, nesta terça-feira (10), o pedido da defesa da ex-deputada Carla Zambelli ( para substituir os juízes responsáveis por analisar o processo de extradição dela para o Brasil. A defesa acusa os magistrados de parcialidade na avaliação do caso. Zambelli está presa desde que fugiu para tentar escapar do cumprimento da pena de 10 anos de prisão por ter invadido o sistema do Conselho Nacional de Justiça.
Além de pedir a substituição dos juízes, a defesa da deputada também pede que o ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, Eduardo Tagliaferro, seja ouvido.
Se a troca de juízes for aceita, o processo pode recomeçar. Se o pedido for negado, a extradição pode ser julgada em audiência a partir de amanhã.
Carla Zambelli foi presa na Itália em julho do ano passado e, desde então, aguarda uma decisão sobre a extradição. Zambelli tem duas condenações pelo Supremo Tribunal Federal. A primeira por mandar invadir os sistemas do CNJ; a segunda por ter perseguido um homem à mão armada em 2022. As penas somadas chegam a 15 anos de prisão.
Se extraditada, Zambelli vai cumprir a pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia. O relator do caso no Supremo, o ministro Alexandre de Moraes, já deu informações à Justiça italiana sobre o local. Afirmou que a Colmeia mantém padrões de salubridade, segurança e assistência às detentas.
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