O mapeamento do Serviço Geológico do Brasil indica que o município de Juiz de Fora tem 80 áreas classificadas como risco alto ou risco muito alto em caso de temporais como o de segunda-feira (23). O levantamento foi feito a partir de informações da Defesa Civil municipal sobre um histórico de ocorrências ou sinais de instabilidade. Segundo os geólogos, a topologia da região facilita a formação de situações como as que provocaram a pior catástrofe climática da história da cidade.
A cidade de Juiz de Fora registrou em fevereiro 580 milímetros de chuva, quase o triplo da média histórica para o mês, de 170 milímetros. O Brasil vive hoje uma mudança no regime de chuvas que é parte da "era dos extremos" em que vive o mundo, termo dado pela Organização Meteorológica Mundial, agência da Organização das Nações Unidas (ONU). Trata-se da intensificação dos fenômenos meteorológicos e tragédias climáticas por causa do aquecimento global.
Para além desse contexto, a tempestade que atingiu a Zona da Mata mineira foi uma chuva típica de verão, ocasionada por um fenômeno chamado Cavado, que favorece a formação de nuvens de chuva.
O relevo da região facilita a subida do ar úmido ao esfriar e condensar; esse ar se transforma em nuvens, algumas mais carregadas que as outras. Quando a chuva cai, a água desce as montanhas em forma de grandes enxurradas, provocando deslizamentos que atingem o vale.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a chuva persiste até esta sexta-feira (27), mas não necessariamente com a mesma intensidade. O tempo começa a melhorar a partir do sábado (28), mas ainda é preciso atenção, já que o solo da região está encharcado.
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