Entidades representativas dos auditores fiscais criticaram a operação da Polícia Federal contra quatro servidores públicos suspeitos de vazarem dados da Receita Federal de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e seus parentes. A ação foi deflagrada nessa terça-feira (17/2).
A Sindifisco Nacional considerou desproporcionais as medidas cautelares impostas, por entender que a operação teria sido baseada em análise preliminar de relatório produzido pela Receita Federal do Brasil.
A Unafisco Nacional classificou como extremas as medidas aplicadas antes de uma análise conclusiva dos fatos. Entre as determinações cumpridas estão o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de deixar o país e o afastamento dos cargos.
Os servidores investigados são Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos, Ricardo Mansano de Moraes e Luiz Antônio Martins Nunes, este último cedido do Serpro.
O vazamento de dados fiscais de ministros do STF e de familiares foi confirmado pela Receita Federal, que enviou relatório prévio ao STF. Em 12 de janeiro, o ministro Alexandre de Moraes abriu investigação e incluiu o caso no inquérito das fake news. Segundo o gabinete do ministro, foram identificados múltiplos acessos ilícitos ao sistema da Receita, sem justificativa funcional.
De acordo com as apurações, os dados sigilosos teriam sido vendidos a terceiros para uso político, por meio da criação de suspeitas artificiais contra autoridades.
Clique aqui para saber como sintonizar a programação da TV Brasil.