Moradores de favelas brasileiras dizem que a cor da pele é um fator que dificulta a busca por oportunidades. A pesquisa é do Instituto Data Favela, que ouviu mais de quatro mil pessoas nessas comunidades, em todas as regiões do Brasil.
Nas favelas brasileiras, a percepção é de que o racismo promove desigualdades: metade dos entrevistados respondeu que a cor da pele limita a oportunidade. É o que mostra a pesquisa Sonhos da Favela, sobre percepções e expectativas dos moradores das favelas brasileiras.
Três de cada 10 responderam ter um trabalho de carteira assinada; 34% estão na informalidade, enquanto os desempregados somam 17%. De cada 10, seis afirmaram que não contam com uma renda fixa; 60% disseram que ganham até um salário mínimo por mês, ou seja, R$ 1.621.
Para as mulheres, ter renda própria é a forma de sair de um relacionamento abusivo. A política pública que boa parte delas considera mais urgente são programas de inserção de mãe solo no mercado de trabalho.
A violência de gênero está entre as grandes preocupações: 70% das que responderam ao levantamento apontam o feminicídio como o maior medo, seguido da dificuldade de emprego e renda.
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