A União Europeia vai aplicar, provisoriamente, o acordo de livre comércio com o Mercosul para garantir a chamada vantagem do pioneirismo. A decisão foi anunciada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, um dia após a Argentina e o Uruguai concluírem a ratificação do tratado.
O acordo, que sofre forte oposição da França, só será completamente concluído após a aprovação do Parlamento Europeu. No mês passado, o Parlamento encaminhou o texto ao Tribunal de Justiça da União Europeia para avaliar a sua legalidade. A decisão da Corte, no entanto, pode demorar meses, adiando a entrada em vigor do tratado.
Se aprovado plenamente, o pacto com o Mercosul pode eliminar cerca de 4 bilhões de euros em tarifas do bloco europeu, segundo a Comissão Europeia. Defensores do tratado, como a Alemanha e a Espanha, afirmam que ele é essencial para compensar as perdas provocadas pelas tarifas dos Estados Unidos e reduzir a dependência da China. A França, maior produtora agrícola da União Europeia, acredita que o acordo pode prejudicar agricultores locais.
No Mercosul, o Uruguai foi o primeiro país a ratificar o texto após aprovação na Câmara e no Senado. A Argentina foi o segundo país, após aprovação no Senado. No Paraguai, o processo deve ser concluído nos próximos dias. E no Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o acordo, que agora segue para o Senado.
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