A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar, a partir da próxima semana, se mantém a prisão preventiva de Daniel Vorcaro e demais alvos da terceira fase da Operação Compliance Zero. As investigações apontam uma organização criminosa liderada por Vorcaro, com a participação, inclusive, de servidores do Banco Central. As fraudes causaram um rombo bilionário no mercado financeiro.
O julgamento será em plenário virtual a partir de 13 de março. Os ministros vão analisar a decisão de André Mendonça, que determinou a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, e do sócio dele, Fabiano Zettel. Eles são suspeitos de envolvimento em crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, obstrução de justiça, ameaças e invasão de dispositivos. Além do relator, André Mendonça, fazem parte da Segunda Turma do STF Gilmar Mendes, Luiz Fux, Nunes Marques e Dias Toffoli. Toffoli era o relator do caso até o mês passado. O ministro deixou o caso após a imprensa divulgar uma possível proximidade entre ele e Vorcaro.
Sobre a prisão de Vorcaro, a defesa dele reclamou da falta de acesso prévio aos elementos que fundamentaram a medida. Diante disso, pediu as informações ao STF incluindo evidências de que o banqueiro teria ocultado mais de R$ 2 bilhões na conta do pai dele, Henrique Moura Vorcaro, o que configuraria crime de dilapidação de patrimônio. A defesa de Vorcaro disse que seu cliente tem cooperado com as investigações, também tem se colocado à disposição das autoridades.A Corte também vai decidir sobre a prisão preventiva de outros dois suspeitos. O ex-policial federal Marílson Roseno e o operador financeiro Luiz Phillipi Mourão, acusados de fazer ameaças e invadir sistemas de órgãos públicos a mando de Vorcaro.
Ainda sobre o caso do Banco Master, vieram à tona trocas de mensagens entre Vorcaro e o senador Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa Civil no governo Bolsonaro. Confira na reportagem.
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