Começa, nesta segunda-feira (23), em Campo Grande, a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres, a COP15. O encontro global, que tem como foco animais que cruzam fronteiras entre os países ao longo da vida, deve reunir cerca de três mil pessoas. Na véspera da conferência teve a Cúpula de Líderes, que contou com a participação do presidente Lula. Em discurso, ele detalhou o que o Brasil, como país-sede, pretende focar nos debates.
Segundo o presidente Lula, a delegação brasileira considera que todos os países devem agir para proteger o meio ambiente, mas que os desenvolvidos têm maior responsabilidade histórica pela degradação ambiental, devendo liderar os esforços.
Também são prioridades para o governo do Brasil: trabalhar para ampliar e mobilizar recursos financeiros, principalmente para os países em desenvolvimento, e universalizar a Declaração do Pantanal, que propõe que mais países se envolvam de maneira eficaz na proteção das espécies das rotas migratórias. Ele destacou que a América Latina precisa continuar trabalhando junta nas ações de proteção da biodiversidade para ter prosperidade duradoura. Também foram assinados três decretos para criar e ampliar unidades de conservação ainda durante a Cúpula dos Líderes que antecede o encontro global.
Lula lembrou que a COP15 ocorre em um momento de grandes tensões geopolíticas, mas que a cooperação multilateral é um caminho possível para superar esses desafios. Ele também fez críticas ao Conselho de Segurança da ONU.
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