Quase um mês após a morte da policial militar (PM) Gisele Alves Santana, a Polícia de São Paulo ainda investiga se ela cometeu suicídio ou foi vítima de feminicídio. Os laudos complementares devem sair esta semana.
O laudo necroscópico da exumação do corpo da PM Gisele Santana revelou a presença de lesões no rosto e no pescoço dela compatíveis com marcas de unhas e dedos, que podem sugerir que ela tenha sido esganada e que tenha desmaiado antes do disparo. A polícia agora aguarda laudos complementares para dar base às investigações. O advogado que representa a família não acredita na versão dada pelo marido, o tenente-coronel da PM paulista Geraldo Leite Rosa Neto.
A PM Gisele Alves Santana morreu com um tiro na cabeça no dia 18 de fevereiro, no apartamento que dividia com o marido. Em entrevista a uma emissora de televisão, na semana passada, o PM Geraldo Neto confirmou a versão de que a PM teria cometido suicídio e sugeriu que as marcas no pescoço de Gisele pudessem ter sido feitas pela filha dela, em algum momento em que ela segurava a criança.
Em nota, a defesa do tenente-coronel Geraldo Neto afirmou: “estamos aguardando a juntada do laudo da reconstituição”. A defesa não se manifestou sobre o afastamento do policial das funções.
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