Os líderes da União Europeia estão reunidos em Bruxelas, na Bélgica, para tentar encontrar soluções rápidas para conter o aumento dos preços da energia provocado pela guerra no Oriente Médio.
A forte dependência da Europa em relação às importações de energia significa que o continente está bastante exposto à alta dos preços causada pelo fechamento do Estreito de Ormuz, por onde normalmente passam cerca de 20% do fornecimento global de petróleo e gás natural liquefeito.
Os preços do gás na Europa aumentaram mais de 60% desde o início da guerra. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, defendeu a necessidade de a Europa manter uma frente unida para acabar com o conflito. “A Europa se baseia nos princípios do multilateralismo e das decisões compartilhadas, no direito internacional, na paz e no respeito à coexistência pacífica entre as nações e as sociedades. Mais uma vez, esses princípios estão sob ataque com a guerra no Irã”, disse Sánchez.
Do lado de fora da cúpula, manifestantes do Conselho Nacional de Resistência do Irã pediram aos líderes europeus que reconheçam a oposição iraniana como um governo legítimo e apelaram por um fim pacífico do regime.
No encontro, eles também devem pressionar o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, para que suspenda o bloqueio a um empréstimo de 90 bilhões de euros, ou mais de R$ 540 bilhões, para a Ucrânia sustentar a guerra com a Rússia.
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