Abdollah Nekounam, embaixador do Irã no Brasil, conversou, no final da manhã desta segunda-feira (2), com jornalistas na embaixada da República Islâmica do Irã, em Brasília. Ele disse que o Irã está preparado para as piores situações e que tem equipamentos militares de qualidade.
O embaixador do Irã no Brasil disse que o país está pronto para dar respostas firmes aos agressores, Israel e Estados Unidos, e que isso ocorre por conta do direito legítimo à defesa. Ele, no entanto, não sinalizou o apoio de nações aliadas, como China e Rússia, nesta empreitada.
O diplomata fez críticas principalmente ao presidente Donald Trump, dizendo que ele pensa que é o rei do mundo e que o Irã paga o preço pela busca por independência desde 1979, ano da Revolução Islâmica que implantou o atual regime no país.
Ao ser perguntado sobre o enriquecimento de urânio a 60%, que potencialmente pode permitir o desenvolvimento de armamento nuclear, o embaixador afirmou que o Irã só deve essas explicações à Agência Internacional de Energia Atômica. Ele reiterou que o programa é para fins pacíficos e que tudo já foi esclarecido em reunião com a agência e com o seu chefe.
Outro ponto tocado foram os negócios entre Brasil e Irã. O país persa é um dos principais exportadores de fertilizantes para o Brasil. Perguntado se essa relação pode ser afetada, o embaixador disse que a questão precisa de uma avaliação mais profunda, pois tudo está entrelaçado no contexto geopolítico. Por fim, ele afirmou que não tem informações, por ora, de que brasileiros estejam entre os mortos no Irã.
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