O governo de Donald Trump estuda classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas. A equipe do Repórter Brasil Tarde preparou uma reportagem sobre o assunto, que é tratado com muita cautela por autoridades brasileiras e especialistas. Afinal, essa decisão permitiria medidas excepcionais dos Estados Unidos em território brasileiro.
Nos últimos dias, a possibilidade de os Estados Unidos enquadrarem as facções criminosas Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas voltou a ser discutido. O Departamento de Estado Americano afirmou que o governo considera que estas organizações criminosas brasileiras representam sérios desafios à segurança regional, mas não comenta antecipadamente eventuais designações de organizações terroristas, nem processos deliberativos relacionados a esse tipo de classificação.
O assunto volta a ganhar destaque após o encontro que firmou uma coalizão militar com 12 países da América Latina, o escudo das Américas. Entre os objetivos da coalizão está combater carteis de drogas na região e a influência de potências estrangeiras de fora do hemisfério. O Brasil não participou do encontro. A classificação das organizações criminosas como terroristas vai além da nomenclatura.
No Brasil, a Lei Antiterrorismo de 2016 define o terrorismo como atos cometidos com a finalidade de provocar terror social ou generalizado motivados por xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião. O objetivo é político e ideológico. E isto é o que diferencia o crime de terrorismo do que as organizações criminosas praticam. O objetivo das ações criminosas é econômico.
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