No Rio de Janeiro, a Justiça manteve a prisão do vereador Salvino Oliveira (PSD), em audiência de custódia. O vereador foi preso nesta quarta (11) em uma operação da Polícia Civil contra a estrutura nacional da organização criminosa Comando Vermelho.
O juiz Otávio Hueb Festa entendeu que o mandado de prisão temporária contra o vereador estava dentro da validade e que não houve ilegalidade na prisão. A defesa de Salvino entrou ontem, no fim da tarde, com um pedido de habeas corpus, mas ainda não há decisão. Entre as acusações da polícia que ligam Salvino ao Comando Vermelho estão tentativas de interferência política dele em áreas dominadas pelo tráfico. A defesa de Salvino nega as acusações.
A prisão do vereador foi motivo de troca de farpas nas redes sociais entre o governador Cláudio Castro e o prefeito do Rio, Eduardo Paes.
A organização Favelas na Luta emitiu uma nota dizendo que acompanha com preocupação a prisão do vereador Salvino Oliveira e que ele “deve ter garantido o direito ao devido processo legal e à presunção de inocência”. Afirmou que não há, até agora,“nenhuma prova concreta que sustente a manutenção da sua prisão e que isso reforça o caráter político deste fato”. Também destacou que, no Brasil, há histórico de criminalização seletiva de lideranças negras, faveladas e periféricas", o que estaria ocorrendo com o vereador.
Em razão de a Comissão Especial de Políticas Públicas para as Favelas ter sido citada no inquérito do vereador, a Câmara Municipal do Rio também emitiu uma nota dizendo ser “inaceitável qualquer tentativa de associar o debate sobre políticas voltadas às comunidades a indícios de atividade criminosa”. E ainda que “participar de uma comissão parlamentar dedicada a discutir os desafios das comunidades é parte legítima do exercício do mandato e da representação de milhões de cariocas que vivem nesses territórios”.
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