O governo do Irã anunciou que suspendeu a cerimônia fúnebre do aiatolá Ali Khamenei, o líder supremo do país que foi morto no primeiro dia de bombardeios de Israel e dos Estados Unidos no sábado (28). As homenagens estavam previstas para começar na noite desta quarta-feira (4), mas segundo a mídia estatal foram suspensas diante da previsão de uma participação popular sem precedentes e até que a infraestrutura seja reorganizada.
Comoção
Em Minab, no sul do país, uma multidão acompanhou o funeral das cerca de 170 estudantes mortas em uma escola no primeiro dia dos bombardeios. Os caixões foram transportados por caminhões até o local do sepultamento. Segundo o Departamento de Estado americano, a escola ficava perto de uma base militar iraniana que seria o alvo do ataque, o mais mortal da guerra.
A porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Ravina Shamdasani, exigiu uma investigação rápida, imparcial e completa sobre as circunstâncias do ataque. “Cabe às forças que realizaram o ataque investigá-lo. Exigimos que divulguem as conclusões e garantam a responsabilização e a reparação das vítimas”, afirmou ela.
Segundo o direito internacional humanitário, atacar uma instituição de ensino, um hospital ou qualquer outra estrutura civil é um crime de guerra.
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