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Violência de gênero: MP investiga trend que simula agressões nas redes

Repórter Brasil Tarde

No AR em 09/03/2026 - 12:45

No dia seguinte ao Dia Internacional da Mulher, a gente traz uma notícia de uma trend criminosa que viralizou: são homens simulando agressões a mulheres depois de serem rejeitados por elas. São conteúdos misóginos que incitam a violência e o ódio em um país que vê os casos de feminicídio crescerem ano após ano.

A trend que viralizou no TikTok e no Instagram é feita por homens que demonstram o que fariam se recebessem um 'não' de uma mulher em uma interação imaginária. Nas cenas, eles reagem batendo em um saco de boxe, simulam um esfaqueamento, um mata-leão, entre diversos outros tipos de agressão. A decisão editorial de desfocar os vídeos foi pela violência das imagens. 

Trend é um conteúdo que ganha destaque nas redes, vira tendência e passa a ser muito replicado pelos usuários.

Em uma publicação no seu perfil oficial, a deputada federal Duda Salabert chamou atenção para o caso e disse que entrou com um pedido no Ministério Público para que seja iniciada uma investigação sobre possível crime de incitação à violência e apologia à violência contra mulheres.

“Na véspera do Dia Internacional das Mulheres, o que viraliza são homens incitando ódio. Olha isso: o Brasil batendo recorde de feminicídio, é o país com maior número de estupros no planeta, e homens incitando o ódio, a misoginia, a violência ao receber um 'não'”, se indigna a deputada. 

De acordo com o levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, no ano passado, mais de 15 mulheres foram mortas, o que corresponde a quatro feminicídios por dia.

Nas redes, a misoginia, que é o ódio às mulheres, cresce. Segundo o levantamento da ONG SaferNet Brasil, o número de denúncias que incluem discriminação contra as mulheres e violência de gênero aumentou mais de 200% de 2024 a 2025, chegando a 8.728 casos.

A pesquisadora Isadora Vianna, que é do Nuderg/Uerj, defende a regulação das redes e a prevenção da violência de gênero."

 “Esse tipo de conduta no mundo físico é criminalizada, né? Então por que na internet é aceitável ter esse tipo de conduta? Teria sim que se pensar nisso, em estratégias de prevenção, em como chegar nesses meninos, nesses jovens, né, nos homens quando eles são criança, quando eles são adolescente, com um discurso, com um debate igualitário em termos de gênero”, reforça ela. 

A TV Brasil entrou em contato com a Meta, responsável pelo Instagram, e com a ByteDance, responsável pelo TikTok, sobre o uso das plataformas para veicular esse conteúdo criminoso que nós acabamos de exibir, mas até a publicação desta reportagem não havia recebido retorno.

Clique aqui para saber como sintonizar a programação da TV Brasil.

Criado em 09/03/2026 - 15:15

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