Marielle Franco era cria do complexo de favelas da Maré, no Rio de Janeiro. Viver lá foi um dos motivos que a tornaram uma ativista pelos direitos humanos.
Preta, bissexual, mãe solo casada com uma mulher, periférica. Marielle era um corpo que incomodava e uma cabeça que transformava tudo isso em ativismo. Na Maré, ela vivenciou os problemas da própria comunidade, como o que vamos mostrar agora.
Um relatório da ONG Redes da Maré mostra os números da violência no Complexo. A divulgação desse documento é parte da agenda de lutas pela meia década sem Marielle, e revela que, por lá, houve um aumento de quase 150 por cento de mortes em confrontos no ano passado. Foram 11 em 2021, e 27 em 2022. O pior: a maioria das operações aconteceu perto de escolas e de creches.
Em nota, a Polícia Militar disse que o plano para a prevenção e redução de resultados letais decorrentes de intervenções policiais está em andamento e envolve toda a estrutura de segurança pública do estado do Rio.
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