O prefeito Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciou, nas redes sociais a proposta de implementar a internação compulsória, que é uma retirada, contra a vontade, de usuários de drogas que ficam nas ruas da capital fluminense.
O prefeito também disse que é inadmissível que áreas da cidade fiquem com pessoas na rua que não aceitam o acolhimento e acabam cometendo crimes. Mas esse tipo de internação é questionado por especialistas e organizações de direitos humanos.
A internação compulsória consiste em retirar pessoas das ruas sem consentimento delas mesmas ou de seus familiares. A decisão cabe a um juiz.
A medida, em tese, serve para dar tratamento a pessoas que não teriam domínio sobre as próprias condições psicológica e física.
O anúncio de Eduardo Paes foi feito depois que três pessoas foram presas acusadas de esfaquear e matar um jovem que estavam na cidade para o show da cantora Taylor Swift.
Para falar mais sobre esse assunto, converso agora com a advogada Vanessa Lima, que é da Comissão de Assuntos Relacionados à População de Rua, da OAB do Rio de Janeiro, e também pesquisadora em Saúde Pública na Fiocruz.
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