O governo do Rio de Janeiro desautorizou um pedido do ex-diretor do Arquivo Público Estadual para fechar as portas da instituição. O acervo do arquivo guarda a memória do estado e é fonte para pesquisas históricas.
Por trás da fachada, mais de trinta mil peças que contam a história do estado do Rio de Janeiro. O prédio do Arquivo Público, na Praia de Botafogo, Zona Sul, guarda essa memória há 93 anos.
No acervo, textos, livros, cartografias, audiovisuais e diversos itens em formato digital com registros do período entre a segunda metade do século 18 e a atualidade.
A instituição atraiu a atenção do debate público depois da divulgação de um comunicado oficial do governo fluminense, na terça-feira (7), sobre a suspensão das atividades por tempo indeterminado.
O fechamento seria motivado pelo estado de conservação do prédio, considerado crítico pela comunicação oficial, com risco de desabamento e incêndio, além de não possuir alvará de funcionamento emitido pelo Corpo de Bombeiros.
Na quarta-feira, o governo voltou atrás, afirmando que o prédio do Arquivo não oferecia risco estrutural e que a decisão pelo fechamento havia sido tomada pelo então diretor, Victor Travancas, de forma unilateral.
Segundo o novo posicionamento do estado, a edificação tinha uma fissura na laje de uma das salas, que foi tratada com injeção de resina epóxi.
A nova nota anunciou a demissão do então diretor e reforçou que o prédio está em condições de abertura, inclusive com a aprovação do Corpo de Bombeiros.
A Secretaria da Casa Civil informou, ainda, que realizou obras de melhoria nas instalações do Arquivo Público entre junho de 2002 e maio de 2023. As obras no período custaram dois milhões e meio de reais.
O governo anunciou que vai continuar com os investimentos nas condições do prédio e da guarda do acervo.
O ex-diretor disse que encaminhou todas as irregularidades que encontrou no prédio para investigação do Ministério Público e apreciação da Justiça, inclusive sobre os riscos de desabamento e incêndio.
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