A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo prendeu um policial militar suspeito de ser o segundo atirador no caso do assassinato de Vinícius Lopes Gritzbach. O empresário e delator foi executado no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, em novembro do ano passado.
Essa prisão foi realizada na terça-feira (21), e o policial militar foi encaminhado para o presídio militar Romão Gomes. Com isso, até agora são 17 policiais militares presos, suspeitos de envolvimento na morte de Gritzbach.
Um desses policiais teria atuado como atirador, outro como motorista, ajudando na fuga dos criminosos após o assassinato. Os demais policiais militares estariam envolvidos na escolta irregular que Vinícius Gritzbach utilizou no dia em que desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos.
Além disso, cinco policiais civis foram presos no ano passado. Na semana passada, a Polícia Civil de São Paulo prendeu outros dois suspeitos: a namorada do suposto olheiro que atuava no aeroporto e um amigo dele. Esses dois teriam ajudado o olheiro a fugir para o Rio de Janeiro. O olheiro, segundo a polícia, continua foragido.
Relembrando o caso, Vinícius Gritzbach lavava dinheiro para o crime organizado, ligado ao PCC. Após aplicar um golpe no grupo e ordenar a morte de duas pessoas do crime organizado, ele fez uma delação premiada com o Ministério Público. Durante essa colaboração, revelou a atuação do crime organizado e também a participação de policiais militares e civis que colaboravam com esses grupos.
As investigações agora estão focadas nos suspeitos da chamada "banda podre" das polícias Civil e Militar, que vêm sendo presos por envolvimento no caso. A polícia avalia que essas recentes prisões têm ajudado a avançar significativamente nas investigações. O próximo passo é identificar os mandantes do crime. A principal hipótese é que um consórcio de pessoas ligadas ao PCC esteja por trás do assassinato.
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