O Ministério Público vai reforçar a investigação do ataque ao assentamento do MST em Tremembé, no interior de São Paulo. Duas pessoas morreram e seis ficaram feridas. Os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) vão se somar às investigações que já são conduzidas pela Polícia Federal e pela Polícia Civil de Taubaté, município vizinho a Tremembé.
Um suspeito permanece preso desde sábado (11). Na noite de segunda-feira (13) um carro suspeito de ter sido utilizado neste ataque foi apreendido em Taubaté. Segundo a polícia, o veículo foi encontrado em um terreno baldio, com as placas tampadas. Os investigadores coletaram impressões digitais para auxiliar nas investigações.
Segundo o MST, cinco vítimas que sobreviveram ao ataque permanecem internados no Hospital Regional de Taubaté, um em estado grave, pois tem estilhaços de projéteis na cabeça e vai passar por uma cirurgia para retirada desses estilhaços. Outras quatro vítimas já passaram por cirurgias e estão fora de perigo. Uma quinta vítima vai passar por cirurgia amanhã (15). As vítimas não terão a identidade revelada, pois o clima de insegurança na região persiste. O Ministério dos Direitos Humanos informou que as pessoas do assentamento foram incluídas no programa de proteção do ministério.
Segundo a Polícia Civil, a principal linha de investigação até agora é de que esse ataque tenha ocorrido devido a uma disputa por um lote nesse assentamento, que estava desocupado, aguardando um processo de transferência de posse.
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