A rede social TikTok pode parar de funcionar nos Estados Unidos a partir deste domingo (19). A Suprema Corte americana se pronunciou nessa sexta-feira (17) a favor do banimento da gigante chinesa, a menos que a empresa seja vendida para um empresário dos Estados Unidos, como exige a lei aprovada no Congresso americano. Cerca de 170 milhões de usuários podem ficar sem o TikTok a partir deste domingo nos Estados Unidos, quando haverá um desligamento automático ou não existirão novas atualizações do aplicativo.
A decisão coloca em risco as carreiras de criadores de conteúdo e empresas que geram bilhões de dólares em receitas e impostos por meio da plataforma de cultura digital chinesa.
Por aqui, o TikTok também é bastante popular, especialmente com as pegadinhas, que costumam fazer certa falta. É um meio de entretenimento para as pessoas.
A situação nos Estados Unidos mostra mais uma vez como os governos podem determinar o futuro das big techs. Outros casos semelhantes já ocorreram na União Europeia e na Índia.
Aqui no Brasil, a rede social X chegou a ficar bloqueada por cerca de 40 dias no ano passado, devido a um impasse judicial envolvendo o Twitter. A decisão judicial exigia medidas de bloqueio por parte do agora X, que se negou a cumprir com essas determinações e chegou a retirar o escritório do país. Para pressionar a empresa a atender as ordens judiciais, foi determinado bloqueio pelo ministro Alexandre de Moraes.
No caso dos Estados Unidos, a questão é diferente; não é uma decisão judicial, mas legislativa. Foi o Congresso dos Estados Unidos que aprovou uma lei proibindo que empresas de redes sociais sejam de propriedade de nações declaradas como adversários estrangeiros. O governo de Joe Biden é quem vinha pressionando a empresa chinesa.
Agora, resta saber se Donald Trump, caso reassuma a presidência dos Estados Unidos nesta segunda-feira, seguirá com a decisão. O próprio Trump, que criou seu perfil no TikTok em 2023 e chegou a 65 milhões de seguidores, provavelmente não vai querer abrir mão dessa audiência tão facilmente. Há uma expectativa de que ele possa adiar o fim deste impasse por mais 90 dias. No entanto, ele precisaria demonstrar que a empresa está em negociações para a venda para um comprador dos Estados Unidos.
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