O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reuniu-se hoje (14) com empresários na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O assunto, como não poderia deixar de ser, envolveu a taxa de juros.
Empresários de diversos setores discutiram o aumento da taxa de juros da economia. O presidente do Banco Central afirmou que a medida tem como foco conter a inflação, pressionada por diversos fatores. Sobre a postura do Banco Central, ele explicou:
“O Banco Central reage caminhando com a taxa de juros em um patamar restritivo, com relativa segurança, e é isso que o Banco Central vai fazer. Esse é o nosso mandato: colocar a taxa de juros em um nível restritivo o suficiente, pelo tempo necessário, para que a inflação possa convergir para a meta. Acho que não há dúvidas sobre isso."
Galípolo também defendeu os estímulos implementados pelo governo brasileiro para manter a economia dinâmica. Ele ressaltou que, apesar dos juros elevados, o país tem gerado empregos e setores como o de serviços têm apresentado bons resultados.
Com relação à política tarifária dos Estados Unidos, o presidente do Banco Central afirmou que ela deve ter um impacto menor no Brasil em comparação com outras nações da América Latina. Explicou que isso ocorre porque o Brasil tem uma relação comercial menos intensa com os Estados Unidos, ao contrário de países como México, Canadá e algumas nações do Sudeste Asiático.
"Não estou dizendo que as tarifas são melhores para o Brasil, com certeza não. Não há dúvida de que, em qualquer condição, o comércio global é melhor sem uma guerra tarifária. O que estou colocando aqui é uma análise relativa. Ou seja, comparativamente, talvez para o Brasil seja menos prejudicial do que, por exemplo, para o México. Isso parece ter fundamentado posições onde se prefere fazer apostas inversas ao que comentei em 2024. Ou seja, comprar reais e ficar vendido em pesos mexicanos ou em alguma outra moeda de país emergente que possa sofrer mais a partir disso", concluiu.
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