Já passam de 1.600 os mortos no terremoto que atingiu Mianmar nesta sexta-feira (28/3). Outros milhares ficaram feridos nos tremores. Neste sábado (29/3), equipes de resgate da China, Índia e Rússia começaram a chegar ao país. A cidade de Mandalay, a apenas 16 quilômetros do epicentro do terremoto, foi a mais afetada pelos tremores. Centenas de construções vieram abaixo. Moradores tentam auxiliar as equipes de resgate que buscam sobreviventes sobre os escombros. A televisão estatal de Minhamar mostrou o salvamento de uma mulher que ficou mais de 30 horas soterrada por destroços do prédio onde morava.
O Serviço Geológico Norte-Americano estima que o número de mortos no terremoto possa passar de dez mil e a perda econômica deve ser maior que toda a produção econômica anual do país. Em Aramapura, distrito de Mandalay, autoridades informaram os moradores de que há possibilidade de novos tremores por volta de 1h30 da madrugada no horário local, 11h30 da noite em Brasília.
Mesmo diante de uma tragédia humanitária, o exército de Mianmar bombardeou territórios em estado de emergência. As Nações Unidas reagiram e chamaram os ataques de ultrajantes e inaceitáveis. Mais tarde, a junta militar que controla o país anunciou a suspensão das operações militares por duas semanas em áreas afetadas pelo terremoto. Desde 2021 Mianmar enfrenta uma guerra civil que provocou o deslocamento de 3,5 milhões de pessoas. Segundo a ONU, atualmente mais de 20 milhões de pessoas no país dependem de ajuda humanitária.
Além de Mianmar, o terremoto de magnitude 7,7 foi sentido em países vizinhos, como China e Vietnã. Na Tailândia, 11 pessoas morreram vítimas dos tremores e outras dezenas estão desaparecidas depois que um prédio em construção desabou na capital do país, Bangkok.
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