O Ministério Público Federal (MPF) pede a ampliação das penas dos ex-policiais rodoviários federais condenados pelo assassinato de Genivaldo de Jesus Santos, morto sob tortura no porta-malas de uma viatura da PRF, no interior de Sergipe. O pedido ressalta que a ausência de uma punição adequada expõe o Brasil ao risco de responsabilização internacional pela Corte Interamericana de Direitos Humanos. A reportagem é da TV Universidade Federal de Sergipe.
Na última quinta-feira (3), o MPF solicitou o aumento das penas de três ex-policiais rodoviários federais condenados pela morte de Genivaldo de Jesus. Paulo Rodolpho Nascimento poderia ter a pena elevada de 28 para 30 anos, enquanto William Noia e Kléber Freitas teriam as condenações aumentadas de 23 anos, 8 meses e 14 dias para 25 anos e 13 dias de reclusão. O recurso foi encaminhado ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região.
O caso remonta a 2022, quando Genivaldo foi morto após ser submetido a gases tóxicos durante uma abordagem policial em Umbaúba, Sergipe. As imagens chocantes do episódio viralizaram, reacendendo o debate sobre violência estatal. O MPF argumenta que o aumento das penas está de acordo com a gravidade do crime e evita uma possível responsabilização internacional do Brasil na Corte Interamericana de Direitos Humanos.
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