Desde o início da semana, o último ponto de concentração de usuários de drogas no centro da capital paulista, conhecido como cracolândia, está vazio. A pergunta que não quer calar é: onde foram parar essas pessoas? A Secretaria de Segurança e a prefeitura de São Paulo afirmam que ações de combate ao tráfico contribuíram para diminuir o fluxo de usuários. No entanto, moradores da região têm registrado grandes grupos vagando pelas ruas do entorno.
Desde o último sábado (10), muitas viaturas da polícia estão presentes na região da Luz, mas não há usuários nas ruas mais próximas de onde havia a maior concentração. Apesar disso, a cracolândia, de fato, não acabou. Os usuários se espalharam por bairros como Belenzinho e Mooca, na zona leste, e Tucuruvi, na zona norte.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, afirmou que o esvaziamento da cracolândia pode estar relacionado a ações realizadas pela prefeitura e pelo governo do estado na favela do Moinho, a última do centro da capital.
A ativista de direitos humanos Roberta Costa, que atua no combate à violência contra as pessoas que frequentam a cracolândia, alertou que esses indivíduos estão sendo empurrados para outros lugares.
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