O general Braga Netto prestou depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (10), por videoconferência, já que é o único dos réus do Núcleo 1 que está preso. Ele negou todas as acusações.
O Braga Netto disse que jamais ordenou ataques aos chefes militares pelas redes sociais, que não manteve contato com os acampamentos que foram montados em frente aos QGs do Exército e que não recebeu ou repassou dinheiro para plano golpista.
Antes dele, quem falou foi o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira. Ele negou ter tratado de golpe, ter recebido a deputada Carla Zambelli e o hacker contratado por ela e pediu desculpas publicamente por ter feito ataques ao Supremo Tribunal Federal, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e também ao Comitê de Transparência Eleitoral.
Na parte da manhã, três depoimentos. O primeiro, do ex-comandante da Marinha Almir Garnier. Ele confirmou reuniões com Bolsonaro para tratar sobre garantia da lei da ordem, sobre estado de sítio, mas negou ter colocado suas tropas à disposição de Bolsonaro.
O segundo a falar, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres. Foi na casa dele que a polícia encontrou a chamada minuta do golpe. Torres se disse muito surpreso com o fato de a polícia ter encontrado esse documento na casa dele, porque ele não lembra quem entregou esse documento e nunca falou sobre esse assunto.
O terceiro depoente, o general Augusto Heleno, optou pelo direito de ficar em silêncio e não responder às perguntas dos ministros do STF e da PGR. Ele apenas respondeu às perguntas do próprio advogado. Heleno negou ter coordenado ações da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para coletar informações falsas sobre as eleições de 2022.
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