Atualmente, cerca de 10 mil empresas brasileiras exportam para os Estados Unidos, empregando mais de 3 milhões de pessoas.
Essa relação também é muito importante para os Estados Unidos, que importam do Brasil diversos produtos, incluindo itens do dia a dia como carne, café e suco de laranja.
Hoje, além de uma carta enviada pelo Brasil cobrando respostas sobre as tarifas, o dia foi de mais articulações — tanto com instituições norte-americanas quanto com setores produtivos aqui do Brasil.
O governo não vê problema em pedir um adiamento do prazo aos Estados Unidos, em caso de necessidade. Mas a prioridade ainda é negociar de forma urgente para resolver essa questão antes do prazo anunciado para 1º de agosto.
Essa declaração foi feita hoje pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, após diversas reuniões com representantes da indústria nacional e também da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), que atua como ponte comercial entre os dois países.
Apesar de críticas feitas por Alckmin sobre o uso político do episódio, todo mundo quer focar na resolução do impasse comercial pela via do diálogo.
O governo quer manter uma atuação conjunta com as empresas brasileiras e americanas, com prioridade para a diplomacia. Por isso, vem ouvindo todos os setores impactados.
O vice-presidente também voltou a afirmar que o Brasil tem déficit na relação comercial com os Estados Unidos.
O representante da Amcham confirmou essa estratégia e disse que a prioridade é uma solução negociada para impedir o aumento tarifário.
Além dessas conversas com empresários, hoje o governo enviou uma nova carta aos norte-americanos. Primeiro, se posicionando contra a taxação adicional de 50%, chamada no documento de "injusta". Depois, pedindo a abertura formal das negociações e cobrando dos Estados Unidos uma resposta à proposta enviada em maio.
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