Quase 90 mil casos de falta de luz no ano passado foram provocados pelo roubo de fios de energia, causando grandes impactos tanto para a população quanto para as empresas fornecedoras. O assunto chegou ao Congresso Nacional, e a punição para esse tipo de crime pode aumentar.
Os furtos costumam ocorrer quase sempre de madrugada. Imagens mostram a ação de criminosos nos arredores do Distrito Federal. Em menos de quatro minutos, a dupla chega, analisa o local e arranca os cabos recheados de cobre, um metal que é retirado e revendido.
Mesmo em áreas onde a fiação é predominantemente subterrânea, como em uma quadra no centro de Brasília, pelo menos oito furtos foram registrados nos últimos dois anos. Para aumentar a segurança, os moradores concretaram a base dos postes e soldaram as tampas das caixas de fiação. No entanto, continuam sofrendo com a falta de energia provocada pela ausência dos cabos.
As consequências são severas: geladeiras, freezers, adegas e até computadores têm seus componentes queimados devido aos picos de energia. “O período em que ficamos sem energia é em torno de sete a oito horas até o restabelecimento do serviço”, relata um morador.
Além dos consumidores, o prejuízo suportado pelas empresas passou de R$ 45 milhões somente no último ano. Foram registradas mais de 28 mil ocorrências de furtos de cabos em todo o Brasil, resultando em cerca de 88 mil interrupções no serviço, de acordo com dados da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica.
Segundo a ANEEL, 60% dos crimes estão concentrados na região Sudeste, seguida por Nordeste e Sul, ambas com 17% dos casos, e o restante, no Centro-Oeste e no Norte do país.
Para restabelecer a energia, é necessário realizar um serviço de alta complexidade, que envolve a reposição dos materiais furtados. Assim, o tempo de reparo depende do estrago causado pelos bandidos e pela quantidade de material roubado.
Se sancionada, a pena para o furto desse material poderá chegar a oito anos de reclusão. Também haverá punições mais severas para quem receber, comprar, guardar ou vender o material roubado.
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