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Bolsonaro é alvo de operação e passa a usar tornozeleira eletrônica

Repórter Brasil

No AR em 18/07/2025 - 19:00

O ex-presidente Jair Bolsonaro agora tem seus passos monitorados por uma tornozeleira eletrônica e está proibido de fazer postagens nas redes sociais. Isso se deve ao risco de que ele fugisse do país para não ser preso. Bolsonaro foi alvo de operação da Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (18). A decisão foi do ministro Supremo Alexandre de Moraes, relator do processo que investiga a tentativa de golpe de Estado em 2023. Além da possibilidade de fuga, outros dois fatores justificaram a ação: obstrução do processo e atentado à soberania nacional.

O ex-presidente Jair Bolsonaro, agora, é obrigado a usar a tornozeleira eletrônica e a cumprir recolhimento domiciliar noturno, devido à suspeita de três crimes: coação no curso do processo, ataque à soberania nacional e obstrução de justiça. Essas são medidas cautelares que não se confundem com prisão domiciliar. 

O ex-presidente é réu no processo sobre a tentativa de golpe, e essa ação de hoje está ligada a esse caso no Supremo. Isso porque Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo Bolsonaro estariam atuando nos Estados Unidos para forçar o STF a anistiar os supostos crimes cometidos pelo ex-presidente. Eduardo Bolsonaro teria atuado junto a Donald Trump para pressionar o governo americano a sobretaxar as exportações brasileiras em 50%, utilizando isso como uma forma de tentar extorquir o cancelamento do processo contra seu pai.

A ação da PF ocorreu na sede do PL e na casa de Bolsonaro, onde foram apreendidos US$ 14 mil e R$ 8 mil em dinheiro, além de um celular e um pen drive escondido no banheiro. No momento da ação, Bolsonaro estava em casa e foi levado para a Secretaria de Administração Penitenciária, onde foi colocada a tornozeleira eletrônica.

A partir de agora, ele será monitorado 24 horas e não poderá usar redes sociais nem sair de casa entre 19h e 6h, de segunda a sexta-feira. Bolsonaro está proibido de contatar embaixadores e autoridades estrangeiras e de falar com outros citados na investigação de golpe, incluindo seu filho.

Essas medidas cautelares visam evitar qualquer interferência nas investigações ou fuga do país antes do julgamento pelo Supremo, riscos que Bolsonaro negou em coletiva após a instalação da tornozeleira eletrônica. “Nunca pensei em sair do Brasil, nunca pensei em pôr embaixada, mas as cautelares são em função disso”, afirmou. O ex-presidente também negou haver um plano golpista e falou em “suprema humilhação”.

O ministro Alexandre de Moraes liberou um documento em que justifica o uso da tornozeleira e outras medidas, afirmando que Bolsonaro atua dolosamente e conscientemente de forma ilícita, em conluio com seu filho, para tentar submeter o funcionamento do STF ao controle de um estado estrangeiro. Moraes faz uma conexão direta entre a atuação de Bolsonaro e de Eduardo com a decisão de Trump de sobretaxar as importações do Brasil. 

O documento menciona os R$ 2 milhões que foram enviados via Pix para Eduardo Bolsonaro, que estava nos Estados Unidos. Essa ação foi confirmada pelo próprio Bolsonaro durante seu depoimento sobre o golpe.

Moraes afirma que não há dúvida sobre a materialidade e a autoria dos delitos praticados por Bolsonaro, que incluiu declarações e publicações incentivando ações de negação da justiça brasileira. 

Bolsonaro e os filhos foram a público e deram entrevistas sugerindo uma troca: a aprovação da anistia pela suspensão do tarifaço anunciado por Donald Trump. A manifestação foi considerada pelo Judiciário uma flagrante confissão de crime.

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Criado em 18/07/2025 - 21:00

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