O Brasil está entre os principais mercados consumidores de serviços dos Estados Unidos. Todos os anos, o país norte-americano fatura bilhões de dólares com o brasileiro. A lucratividade é tão grande que supera de longe as exportações, por exemplo, do café. Uma presença que inclui desde exibição de filmes em cinemas até licenciamento de programas de computador e uso de aplicativos no celular. Por enquanto, esse segmento não está incluído na guerra comercial de Donald Trump.
Filmes e músicas norte-americanas influenciam há décadas a formação cultural também aqui no Brasil. Recentemente, os streamings chegaram com força. Só a Netflix tem cerca de 20 milhões de assinantes no Brasil.
O Brasil é um dos países que mais consomem serviços exportados pelos Estados Unidos. Nos anos 2000, eram cerca de US$ 7 bilhões por ano. No ano passado, foram quase US$ 30 bilhões.
A guerra tarifária dos Estados Unidos atingiu, até agora, apenas o setor de bens, como carnes, café e produtos industriais, por exemplo. Mas diante de tanta incerteza, já existe também a preocupação com relação ao setor de serviços, mais especificamente as tecnologias americanas que são usadas aqui no Brasil.
Neste final de semana, surgiram especulações sobre o bloqueio do sinal de GPS no Brasil, mas ninguém ligado ao governo Trump confirma essa intenção.
Para o professor da USP Paulo Feldmann, retaliações em segmentos específicos não são descartadas. Para ele, o Brasil precisa buscar uma independência tecnológica.
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